Dizem que palavras soltas ao vento viajam entre os mundos; pois então que além delas, o próprio escritor também se lance pelo ar, descobrindo e redescobrindo mundos
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Minha musa
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| MOREL, Tom. Clique aqui para ir à fonte da imagem. |
A minha inspiração
Não vem de Olímpia
Ou de qualquer outra nação
Vem de perto
Do lado do peito
É algo sem explicação
É algo do coração!
Por mais educação!
Por mais informação
Por mais conscientização
Pra que mais educação?
Por menos desigualdade
Por menos criminalidade
Estudar pra quê?
Por mais conscientização
Pra que mais educação?
Por menos desigualdade
Por menos criminalidade
Estudar pra quê?
Abstenção
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Abstenho-me de minhas opiniões
E de minhas paixões
Em prol do bom conviver
Porém, não me abstenho
De bons livros para ler.
E de minhas paixões
Em prol do bom conviver
Porém, não me abstenho
De bons livros para ler.
O País do Fim do Mundo
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| Clique aqui para ir à fonte no PIXABAY |
Há muito tempo, no país do Fim do Mundo
Morava um povo que não sabia seu rumo
Andavam em círculos
Sem saber aonde ir
Só sabiam que tinham que partir
Andavam...
Andavam...
E andavam ainda mais...
Sendo alguém
Estou num lugar sem saída
Numa vida que não deveria ser minha
Estou onde sonhei estar
Mas agora quero ir embora
E nunca mais voltar
Quero voltar ao passado
À época onde tudo era mais fácil
Preguiça (poema em prosa)
Uma imensa vontade toma conta de mim e me faz querer escrever... Faz-me querer ir além... mas algo paralisa-me; transforma-me em estátua e não sei o que fazer...
Ariane
Ela já acorda com uma marra
Que só ela tem
Uma garra
Como a de mais ninguém.
Não espera!
Vai atrás do que é dela!
Chora,
Sonha,
Ama.
Escritor ao vento
Sou um livre escravo da noite escura.
Um novo amante entre amargurados,
Livre de qualquer amargura,
Novo poeta entre velhos escravos.
Sou um apaixonado à moda antiga.
Um alguém que não segue seu tempo.
Uma pessoa de muito talento
E que, ao amor, protege e abriga.
Sou só um simples poeta que tenta
Brincar, fazer arte com palavras.
Um daqueles que moda, inventa.
Sou daqueles jogado ao relento
Um daqueles sem muito lamento
Este sou eu, o Escritor ao Vento.
Um novo amante entre amargurados,
Livre de qualquer amargura,
Novo poeta entre velhos escravos.
Sou um apaixonado à moda antiga.
Um alguém que não segue seu tempo.
Uma pessoa de muito talento
E que, ao amor, protege e abriga.
Sou só um simples poeta que tenta
Brincar, fazer arte com palavras.
Um daqueles que moda, inventa.
Sou daqueles jogado ao relento
Um daqueles sem muito lamento
Este sou eu, o Escritor ao Vento.
Almas em chamas
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| Imagem obtida via internet. Link original: clique aqui |
Nós dois,
À luz da Lua,
Numa noite estrelada
Realização nua
E crua
De uma paixão
Encenada
Por nós dois
E batizada pelo fogo
De um amor ardente
E luxuriante
De nossas almas
Em chamas.
Poema #1
Acontece que o meu caso não é grave, é inexplicável. Algo além do conhecido, mas implícito. Normal? Quem sabe? Perguntas retóricas não explicam, aliás, apenas uma coisa explica, e só nós dois conseguimos entender: minha boca na sua, eu e você à luz da Lua.
"Medo"
Desconhecido
Indefinido
Sem rumo
Sem amigo
Maligno enredo
Ingrato segredo
Quatro letras
Duas sílabas
"Medo"
Indefinido
Sem rumo
Sem amigo
Maligno enredo
Ingrato segredo
Quatro letras
Duas sílabas
"Medo"
Passo a passo
Já começo com seus lábios juntos ao meu
Num entrelaçar de almas
Sem descrição nem rimas
Já parto da onde estamos juntos
Sem agir ou pensar
Apenas amar
Num entrelaçar de almas
Sem descrição nem rimas
Já parto da onde estamos juntos
Sem agir ou pensar
Apenas amar
O jogo
Queria ser um jogador
Pra poder jogar esse jogo chamado amor
Saber de todas as regras e de todas as táticas
Pô-las em práticas e te conquistar.
Saber de todas as regras e de todas as táticas
Pô-las em práticas e te conquistar.
Chuva
O chiado da chuva lá fora
Anuncia mais um dia sozinho
Mais um dia a observar o trepidar
Das gotas caindo sem cessar
No frio e vazio chão de concreto
Anuncia mais um dia sozinho
Mais um dia a observar o trepidar
Das gotas caindo sem cessar
No frio e vazio chão de concreto
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